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16 de nov. de 2017



Já percebi que essa terceira parte da TAG vai dar ruim... Eu não li quase nada desses países exóticos que conheci, mas vamos lá.


SUÉCIA 





Ainda bem que tem a Pippi Longstocking pra me salvar dessa, senão eu não teria nenhum livro desse país para citar...






DINAMARCA








Aproveitando a estátua do Hans Christian Anderson na segunda foto, lembrei que já li várias histórias dele. Quem nunca? Vou escolher aquela que foi um dos primeiros traumas da infância.. hahah





RÚSSIA




Achei meio chatinhos, para dizer a verdade, mas fiz faculdade de letras, então algumas coisas a gente queria e precisava conhecer...  

* Dostoiévski (Crime & Castigo e Recordações da casa dos mortos)





Agora vamos começar o drama da tríade dos países bálticos; Letônia, Estônia e Lituânia. Nunca li e nem sequer encontrei livros desses países. Eu tinha a ideia de baixar as obras e ler um autor de cada país antes de criar esse post, mas e tempo para ler três livros agora? Não temos! Para não passar batido, entretanto, vamos de poesia. (Sempre há tempo para poesia!)

ESTÔNIA





Juhan Liv, esse baby da foto, morreu no anonimato como tantos outros autores, um pouco antes de completar 50 anos de idade. Aqui vai um de seus poemas:



Leaves Fell

A gust roused the waves,
leaves blew into the water,
the waves were ash-gray,
the sky tin-gray,
ash-gray the autumn.

It was good for my heart:
there my feelings were ash-gray,
the sky tin-gray,
ash-gray the autumn.

The breath of wind brought cooler air,
the waves of mourning brought separation:
autumn and autumn
befriend each other.

LETÔNIA






Vizma Belševica foi uma poetiza da Letônia indicada várias vezes para o prêmio Nobel de literatura e morreu em 2005. 


OFFSPRING
By Vizma Belševica

In this dream, I’m the bad mother sent for,
my words: unruly bairns,
hanked to my skirts, mouths blared shut
except for the babby,
my favourite, his trembling lips stammer
submission while his milk teeth cut a rage
that gnaws his tongue to a silence
that moves me to speak:

Children, when they judge us
and they will, don’t cower
in the dock; iron bars can’t hold
the world from its orbit. Even
the caged bird hatches from the egg
knowing the purpose of wings,
as does the poet, as does the word.
Thought is freedom, and no bailiff
can extinguish its breath once
it is aired—it lives beyond walls,
beyond reach. Birds die, poets too,
but the word—even the most whetted
axe cannot blunt its edge, like
the fledgling swift, it is hard to catch.
So, run along now, don’t mither;
does the harvest worry for the field?
Remember, this earth won’t stay fallow
forever; in time it’ll be tilled with a sharper
blade. So run along now, run along—
your future lies elsewhere. Sneck the door
firm behind you. I’ll take what’s coming here.

LITUÂNIA







Encontrei esse poeta chamado Jurgis Baltrusaitis em um site. Lá havia 15 de seus poemas, todos bem curtinhos. Li tudo e vi que um deles se chama The Surf e claro que amei a descoberta. Vou postar aqui. (parece dos meus, mas ele é bem melhor e mais poético do que eu nisso, é claro. hahah). Lá vai:


The Surf 

by Jurgis Baltrušaitis


The day's wild ocean sings and thunders,
And beats against the fatal shore,
This breaker with dumb sorrow sunders,
And these like laughing victors roar,
Their sheen – one joy of vernal wonders,
Their sheen – vast winter's shining hoar.

In wrath triumphant forward swinging,
The lifted billow calls and fails,
A joyous giant shouting, singing,
Its voice the voice of sounding gales,
Its glory in the sunlight flinging,
Whose noonday glow it holds and hails.

Across the sea, now lightly foaming,
Another rears, that stirs the deep,
And floods the shore with the silence gloaming;
Morose and slow it seems to creep
Like one who drops, worn out with roaming,
From his bent back a fatal heap.

Each moment new, with changing power,
The surf is thundering alone.
Now idle, now it seems to lower,
Hymning a sylence all unknown,
Like a dark heart asleep, – for hour
On hour in restless monotone.



FINLÂNDIA






Recentemente, li esse livro no meu Kindle. Acho que o único finlandês que já li.




E isso é tudo! :)