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13 de dez. de 2015


Olá, pessoal.

Essa é uma entrevista que fiz para o blog Pacote Pop da minha amiga querida e idolatrada Joana. :)

Link da matéria completa!
http://pacotepop.blogspot.com.br/2015/05/cowabunga.html 



1. O que te inspirou a ser escritora?

Várias coisas! Desde criança eu já gostava de escrever. Não sei bem de onde veio essa vontade, mas ela sempre existiu. Quando a professora pegava algum livro para ler para a classe ou então quando os alunos tinham que ler alguma obra específica eu pensava “bem que podia ser um livro escrito por mim. Eles não iam gostar, porque alunos quase nunca gostam de ler o que os professores mandam, mas eles iam ter que me engolir mesmo assim.” Hahaha

Certa vez, o autor Álvaro Cardoso Gomes foi à minha escola dar uma palestra e então eu fiz uma pergunta sobre a rotina de escrita dele. Ele ficou bastante tempo respondendo e olhando só para mim. No começo até cheguei a pensar: “nossa, ele não para de olhar, não posso divagar de jeito nenhum.” Mas, ouvindo a fala dele, fui ficando com mais vontade de escrever.

Por fim, acho que o Michael Douglas escrevendo um livro sem fim em Garotos Incríveis também teve um papel fundamental na minha vontade de ser escritora.


2. Por que escrever Cowabunga?

A primeira vez que ouvi a palavra “Cowabunga” (em uma música de “Jan & Dean”, e não no desenho “As Tartarugas Ninja”) eu adorei. Sabia que iria usá-la para alguma coisa.

Eu gosto muito de surfe e de Florianópolis, então queria escrever uma história com essa
Temática e que se passasse lá. Queria, também, criar um personagem que fosse marcante e que tivesse vivido sua juventude nos anos sessenta. E assim nasceu o Zimbo.

Eu ia deixar apenas “Cowabunga!” como título, mas meu editor achou melhor colocar um subtítulo (Desventuras de um ex-surfista) para explicar de que se tratava a história. E ele estava certo, afinal, nem todos são surfistas ou fãs de Jan & Dean. Ou até mesmo das Tartarugas Ninja.


3. O que foi mais fácil e mais difícil de escrever?

Acho que as partes que narravam à juventude do Zimbo foram mais fáceis. Ele era um rapaz menos complicado naquele tempo. E eu tinha mais claro em minha mente o rumo que a história seguiria naquela época do que nos dias atuais.

A parte mais técnica sobre surfe acho que foi um pouco mais difícil. Eu não sou surfista e esse universo está meio distante de mim.


4. Qual a parte do livro que você mais gosta?

Tem várias, mas a minha parte preferida é o flashback que mostra o Zimbo jovem, na época da escola, com a Flora.


5. Se você pudesse reescrevê-lo, modificaria algo?

Não sei! Eu poderia, talvez, fazer descrições mais detalhadas dos outros personagens e das paisagens e com isso deixar o livro um pouco mais gordo.


6. O que você diria para quem quer seguir esta carreira?

Além de escrever? Eu diria que é um processo demorado, então é bom começar logo. Mas acho que as pessoas também já sabem disso... Não, eu diria: “enquanto você está pensando se começa ou não, Stephen King está, neste momento, sentando em algum canto do Maine escrevendo outra bíblia do terror. Vai lá escrever também a sua bíblia do terror. Ou do amor. Ou da fantasia..."


Surf's up e até mais!!